Presidenciáveis no Facebook: uma análise pré-campanha


João Feres Júnior*

As redes sociais tornaram-se objeto de grande expectativa e especulação por parte de observadores, analistas e marqueteiros políticos. Seu papel nas eleições presidenciais estadunidenses parece ter sido bastante relevante, primeiro na segunda campanha de Barack Obama e, mais recentemente, na campanha vitoriosa de Donald Trump.

Mas o sucesso surpreendente de Trump veio também com um grão de sal. A empresa que fez sua campanha nas redes, a Cambridge Analytica, foi acusada de ter utilizado dados privados dos usuários do Facebook para fazer microendereçamento de propaganda eleitoral, e isso com a anuência da rede social sob o comando de Mark Zuckerberg. O vazamento de tal informação, meses depois da eleição, atingiu em cheio a credibilidade do Facebook frente a seus usuários, que são na verdade seu maior ativo. Para tentar recuperar sua imagem perante a opinião pública, a maior rede social do mundo passou a adotar procedimentos bastante estritos para o fornecimento de dados das páginas nela contidas, o que limitou o poder de análise de operadores de marketing e pesquisadores acadêmicos.